sábado, 29 de novembro de 2008

PERNA - GANHADOR DO FESTIVAL DE CURTAS DA CLARO

Este video foi o vencedor do FESTIVAL DE CURTAS DA CLARO.
Estou postando este video no meu BLOG para homenagear o sobrinho do meu irmão que é o produtor deste video, seu nome é GIL BARONI.
O curta-metragem PERNA ganhou o prêmio de MELHOR VIDEO do FESTIVAL CLARO CURTAS 2008, cujo o tema era INCLUSÃO e DIVERSIDADE.

A Comissão Julgadora era formado por um time de "FERAS" como STEPHEN HOPKINS (Diretor da Série 24 Horas), JOSÉ PADILHA (Diretor de Tropa de Elite), BRENO SILVEIRA (Diretor de 2 Filhos de Francisco), TADEU JUNGLE (Video Artista e Diretor de Cinema e Video) e SÉRGIO SÁ LEITÃO (Diretor da ANCINE).
PARABÉNS BETO PELO PRÊMIO.

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SANTA CATARINA - A TRAGÉDIA

O horror diante dos olhos

As causas, o desespero e os prejuízos do dilúvio que
atingiu o coração de Santa Catarina, um dos estados
mais prósperos e desenvolvidos do Brasil


Salvação pelo ar
Uma família de desabrigados da área de Alto Baú, em Ilhota, é resgatada por helicóptero da Força Aérea

Na era das grandes navegações, a palavra "procela" entrou para o vocabulário da língua portuguesa. Procelas são as fortes tempestades que se formam em alto-mar. Na semana passada, uma procela se adensou, não sobre o oceano, mas nos céus da próspera Santa Catarina. Quando ela despencou sobre as cidades, foi com uma fúria e constância jamais vistas, mesmo numa região historicamente sujeita a precipitações caudalosas e enchentes. Apenas na Blumenau dos laboriosos imigrantes alemães, caíram, em cinco dramáticos dias, 300 bilhões de litros de água. Sim, bilhões – o suficiente para abastecer a cidade de São Paulo durante três meses. Outra comparação é ainda mais impressionante: se esse volume hídrico fosse despejado dentro de uma torre com uma base de 1 metro quadrado de área, a construção teria de ter 300.000 quilômetros de altura – quase a distância entre a Terra e a Lua. A primeira das mais de 100 vidas ceifadas por tamanho horror foi a da menina Luana Eger, de 3 anos. No sábado 22, um barranco deslizou sobre a casa em que ela morava, soterrando-a. A mãe de Luana, Virgínia, e seus irmãos Juan, de 7 anos, e Rafael, de 5, escaparam da morte. Seu pai, o comerciário Evandro Eger, estava fora da cidade quando soube do desastre. Restou-lhe comprar num supermercado o vestido cor-de-rosa com o qual enterrou a filha no dia seguinte. "Era a cor preferida dela", disse ele. Evandro e Virgínia ainda conseguiram dar um funeral razoavelmente digno à menina. Muitas das vítimas foram enterradas em caixões improvisados, e nem sempre em cemitérios, mas em quintais. Até sexta-feira, dezenove pessoas continuavam desaparecidas. Boa parte delas pode ter sucumbido em decorrência de afogamentos e dos 4.000 deslizamentos registrados no estado. Somados, desabrigados e desalojados chegam a 79.000. Dos 293 municípios do estado, 49 foram atingidos. Catorze deles decretaram estado de calamidade pública. Nessas cidades, os sobreviventes lutam contra a fome e doenças pestilentas. E, como se não bastasse a desgraça, tentam evitar saques no que sobrou de suas casas e negócios.

Foi a maior calamidade já ocorrida em Santa Catarina, que registra grandes enchentes desde 1852. Em que pese o que possa ter havido de desídia ou incompetência por parte das autoridades na prevenção da tragédia, ela foi, sobretudo, resultado de uma combinação catastrófica de dois fatores – um meteorológico e outro geográfico. O primeiro começou a tomar forma no dia 20 de novembro, quando um anticiclone estacionado em alto-mar, na altura do Rio Grande do Sul e do Uruguai, levou chuvas para o litoral catarinense. Anticiclones são sistemas de alta pressão que, no Hemisfério Sul, originam ventos em sentido anti-horário. Eles são comuns no litoral catarinense e no gaúcho, de onde sopram ventos do Oceano Atlântico em direção ao continente. Isolados, não têm a força de causar grandes estragos e sua duração numa mesma região não costuma ultrapassar três dias. Só que, desta vez, por causa de um bloqueio atmosférico, isso não ocorreu. Até sexta-feira, o anticiclone permanecia no mesmo lugar. Ainda que extraordinária, sua longa permanência não teria causado a tragédia não fosse o fato de um segundo fenômeno – o vórtice ciclônico – ter ocorrido simultaneamente a ele. Ao contrário do anticiclone, o vórtice ciclônico é um sistema de baixa pressão que atrai ventos e gira no sentido horário. Como indica o nome, ele funciona como um redemoinho em altitudes médias, e também não é um fenômeno estranho à região. O problema surgiu da combinação com o anticiclone: o vórtice ciclônico suga os ventos imediatamente abaixo dele, levando-os para cima, resfriando-os e – de novo – provocando chuvas. Foi assim, por meio da ação extraordinariamente simultânea de dois fenômenos ordinários, que os índices pluviométricos na região atingiram patamares de dilúvio.

À SEMELHANÇA DO KATRINA
Vista aérea do município catarinense de Itajaí, um dos mais castigados pela chuva. No destaque, a cidade americana de Nova Orleans, na Louisiana, um dia depois da passagem do furacão Katrina, em 2005. Lá, os mortos passaram de 1 300

O perfil geográfico era o detalhe que faltava para desenhar a tragédia. A camada superficial que recobre o solo do Vale do Itajaí, a região mais afetada pelas chuvas, é de composição argilosa – o que faz com que se desloque mais facilmente. Encharcada pela chuva forte e constante, essa camada ficou mais pesada. Somem-se a isso a declividade das encostas, os desmatamentos, as ocupações desordenadas e o resultado são deslizamentos destruidores, o principal causador das mortes no litoral catarinense e no Vale do Itajaí. O risco passou despercebido das autoridades. Já sob chuva grossa, pouco antes da morte da menina Luana, a Defesa Civil garantiu à população de Blumenau que não havia perigo. No fim da tarde daquele sábado, porém, o nível dos córregos que cortam a cidade começou a subir rapidamente. O Rio Itajaí-Açu transbordou as barragens e, em poucas horas, elevou-se 12 metros acima de seu nível normal. As chuvas provocaram deslizamentos e desmoronamentos. Como 40% da população local reside em encostas, todas as classes sociais foram afetadas.

A tormenta levou vidas e deixou, em seu lugar, histórias pungentes. No domingo 23, o operário André Oliveira, de 29 anos, deixou a família na casa de um parente, no município de Gaspar, e foi ao mercado. A poucos passos do portão, ouviu um estrondo. Ao olhar para trás, viu a mulher na varanda e os filhos no quintal. "Saiam daí", gritou. Não deu tempo. O morro próximo veio abaixo soterrando, além da sua casa, uma dezena de outras. Oliveira ainda ouviu o choro da filha de 3 anos, Ester. Tentou tirá-la dos escombros, mas dois novos desabamentos se sucederam. Quando resgatou os corpos, viu que sua mulher morrera abraçada à menina. "Ainda não parei de chorar", disse ao repórter Duda Teixeira.

ARCA DE NOÉ
Gado procura abrigo na sede de fazenda alagada perto de Itajaí-Açu, localizada na foz do Rio Itajaí. A cidade teve 80% do seu território inundado: a subida das marés bloqueou o escoamento da água do rio para o mar, causando o seu transbordamento para as margens

Na cidade de Ilhota, mais especificamente no bairro do Baú, registrou-se o maior número de óbitos: 32. Foi lá que o caminhoneiro Zairo Zabel, de 37 anos, perdeu a mulher e os dois filhos, de 13 e 7 anos. Também no domingo passado, Zabel voltava para junto da família quando soube da enchente. Largou o caminhão no meio da estrada e arrastou-se por 12 quilômetros com água na cintura, até descobrir que sua casa havia sido tragada por uma avalanche. O corpo de seu filho mais velho, Marques, foi encontrado boiando pelos vizinhos. O do mais novo e o de sua mulher ainda estão possivelmente debaixo dos destroços. "Só sobrei eu", chorou Zabel, em conversa com o repórter Igor Paulin. No dia seguinte, a catástrofe aniquilou outra família na cidade de Rodeio. Um morro desfez-se sobre a propriedade mantida há mais de um século pelos descendentes dos Eccel, italianos que chegaram ao Brasil em 1885. Sob uma viga da casa, morreram abraçados o casal Dario e Giacomina e suas filhas Kendy, de 15 anos, e Kelly, de 7. Kevin, de 13, conseguiu escapar, mas ainda se lembra da mãe gritando "Aiuto!", socorro em italiano. Da família, além do garoto, só restou Keylla, de 5 anos, que se salvou do desastre.

Os prejuízos econômicos da catástrofe ainda não podem ser calculados em toda a sua extensão. O governo estadual estima que precisará, por baixo, de 280 milhões de reais apenas para reconstruir estradas, pontes e outras obras de infra-estrutura. A conta não inclui a reparação do Porto de Itajaí. Maior do país no setor pesqueiro e vice-líder em movimentação de contêineres, o Itajaí perdeu três de seus quatro berços. Estão parados lá 100 dos 450 contêineres que a Embraco, líder mundial na produção de compressores herméticos, exporta por mês. Outros sessenta contêineres de matérias-primas importadas esperam para ingressar no país. Só para recompor o porto são necessários 300 milhões de reais. Enquanto seus cais estão interditados, o país perde 77 milhões de reais por dia em exportações. A empresa estadual de gás de Santa Catarina ainda terá de gastar 50 milhões de reais para sanar o rompimento da tubulação num dos trechos do gasoduto Brasil-Bolívia. Levará três semanas para que o fornecimento desse ramal seja restabelecido. Até lá, as indústrias de cerâmica do estado, que dependem de gás para produzir, perderão 7 milhões de reais por dia. Os agricultores projetam prejuízos de 200 milhões de reais, a indústria têxtil, de 136 milhões, e o turismo, de mais de 120 milhões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoou as áreas destruídas quatro dias depois de a calamidade se abater sobre o estado. Afirmou que liberaria 2 bilhões de reais para socorrer Santa Catarina. Quando as águas baixarem de vez, os catarinenses precisarão secar as lágrimas para reconstruir sua linda terra.

Lama, destruição e fome
Carros esmagados, casas soterradas e água por toda parte. À direita, moradores de Itajaí saqueiam supermercado

Uma ilha de corpos
Cenário de 32 mortes, o bairro do Baú, em Ilhota, foi evacuado por ar. No alto, o resgate de um bebê. À esquerda, o corpo de uma das vítimas sobre um teto. À direita, uma mulher chora a perda de sua casa

A primeira vítima
Luana Eger, de 3 anos, morreu na tarde do dia 22, soterrada nos escombros de sua casa, em Blumenau. Seu nome encabeça a lista de mais de uma centena de pessoas que sucumbiram na tragédia

NEGÓCIOS PARADOS
O Porto de Itajaí teve três de seus quatro berços destruídos: perda de 77 milhões de reais por dia em exportação


Fila de túmulos
Acima, as covas abertas na cidade de Gaspar para os que morreram soterrados. O presidente Lula observou uma área atingida pelos alagamentos em um vôo de helicóptero no quinto dia da calamidade

O pior dos pesadelos
Zairo Zabel perdeu a família. Seus vizinhos encontraram o corpo de seu filho mais velho boiando na enchente. O de seu caçula e o de sua mulher ainda estão soterrados

 

FONTE: Site Abril/Veja.com.br

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

QUANDO DEUS MANDA...

Certo dia, durante a programação de uma emissora, ligou para a rádio uma senhora
que estava passando por situação econômica muito difícil. Aproveitando aquele
espaço de utilidade pública, ela resolveu fazer seu apelo e disse:
Estou passando
por uma grande prova. O desemprego bateu à minha porta, tenho filhos pequenos,
meu esposo está doente e estamos sem nenhuma renda. Se alguém puder me
ajudar com qualquer alimento, eu ficaria muito grata; aquilo que DEUS tocar em seu
coração, eu agradeço e será de grande ajuda
. E ali ela aproveitou para deixar seu
endereço. Entretanto, no momento desse apelo, um ateu estava ouvindo a
programação e pensou consigo:
É hoje que eu mostro que não há Deus que se
importe com ninguém!
Então, ele se dirigiu para o mercado e fez toda aquela
compra. De tudo comprou, e em dobro. Depois deu a seguinte ordem a dois de seus
empregados:
Vocês vão até à casa desta senhora. Entreguem esta compra e,
quando ela perguntar quem mandou, vocês vão dizer que foi o diabo. O diabo é
quem está enviando esta compra!

Os dois homens seguiram rumo à casa da senhora. Bateram palmas e ela, humilde,
atendeu. Eles logo disseram:
Viemos trazer esta compra para a senhora”. “Entrem,
por favor”
, disse a mulher. Vão colocando aqui... E ali descarregaram tudo. E a
senhora, então, continuou:
Que Deus abençoe. Muito obrigada, muito obrigada
mesmo!
Depois de descarregar as caixas, os dois homens pararam, olharam um
para o outro e um deles sussurrou:
Será que ela não vai perguntar quem mandou
a compra?
” “Não sei... estranho, né?”,
respondeu seu parceiro. Então o primeiro,
com todo o seu atrevimento, perguntou:
Ei, a senhora não vai perguntar quem
mandou esta compra?
E a senhora, com muita sabedoria, respondeu:
Não é preciso meu filho, porque quando DEUS manda, até o diabo obedece!

FONTE: PRISCILA DC7 (Clã Bordinhão de Camargo)

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terça-feira, 25 de novembro de 2008

OS 3 ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE, O GRANDE

Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus três últimos desejos:

1 - que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época.
2 - que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...).
3 - que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões.

Alexandre explicou:

1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte.
2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem.
3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

              Fonte: Site / www.clabordinhaodecamargo.com.br

sábado, 22 de novembro de 2008

200 DIAS DA PRISÃO DO CASAL ALEXANDRE NARDONI E ANNA CAROLINA JATOBÁ

A vida atrás das grades

O dia-a-dia do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá,
há 200 dias na prisão, acusado da morte da menina Isabella


"JUMBINHO" E "JUMBÃO"
Alexandre Jatobá, pai de Anna Carolina (à esq.), visita a filha semanalmente, mas, em dificuldades financeiras, leva para ela poucas provisões (ou "jumbos", como os presos chamam os presentes trazidos pelas visitas). Já o pai de Nardoni (à dir.) alimenta a cela inteira

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá completam neste sábado, dia 22, 200 dias de prisão preventiva. No curso de quase sete meses, o casal acusado do assassinato da menina Isabella, filha de Nardoni e enteada de Anna Carolina, amargou uma sucessão de derrotas processuais (teve negados nove pedidos de soltura, dos quais o último na semana passada, pelo Supremo Tribunal Federal), viu os filhos no máximo três vezes e experimentou a sensação de ser hostilizado pelos piores entre os piores – já que a brutalidade do crime os coloca na mais infame das categorias da cadeia, aquela que é desprezada até mesmo pelos párias. Para saber como vivem hoje o pai e a madrasta de Isabella, VEJA ouviu ao longo de um mês 28 pessoas, entre pais, amigos e advogados dos acusados, além de parentes de detentos e funcionários das prisões onde eles se encontram.

Nardoni e Anna Carolina estão em cadeias vizinhas, em Tremembé, no interior de São Paulo. Ele está mais gordo e bem mais à vontade do que na sua primeira, e traumática, noite na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado. Na ocasião, presos prepararam para ele uma recepção inesquecível. à meia-noite, passaram a repetir um refrão em uníssono: "Pára, pai! Pára, pai! Pára, pai!". A frase havia sido relatada à polícia por vizinhos dos Nardoni, que disseram tê-la ouvido de uma criança que estava no apartamento do casal, pouco antes da morte de Isabella. Trancafiado em sua cela e com o coro dos presos, que durou um minuto, martelando-lhe os ouvidos, Nardoni caiu em prantos.

Atualmente, ele divide a cela – equipada com televisão, rádio, três beliches duplos e chuveiro frio – com mais quatro presos. Um deles, de quem ficou mais próximo, é o advogado Jerônymo Ruiz Andrade Amaral, detido por tentar levar celulares para clientes presos, ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital. Ao contrário da maioria das prisões paulistas, superlotadas e com número insuficiente de vagas de trabalho, a penitenciária de Tremembé, considerada modelo, tem leitos de sobra e emprego para tantos quantos queiram trabalhar. Mas a atividade é obrigatória apenas para os presos condenados. Entre os provisórios, trabalha quem quer. Alexandre, até hoje, não quis. Por causa disso, sua rotina é um pouco diferente da dos demais. A maioria dos detentos acorda às 6 da manhã, quando é feita a contagem dos presos, toma café, segue para o trabalho nas oficinas e, mais tarde, para alguma aula (de línguas, música ou computação). Entre 16 e 17 horas, eles vão para o banho de sol, quando aproveitam para jogar bola. Depois disso, é jantar e cama. Como Nardoni não trabalha nem estuda (vez ou outra comparece às aulas de música), continua na cama até por volta das 10 da manhã. Quando vai para o banho de sol, não participa das peladas: fica sentado na arquibancada, sozinho ou acompanhado do amigo Jerônymo. Muitas vezes, dispensa uma das refeições, já que recebe comida de sobra dos pais, que o visitam semanalmente. Antonio Nardoni e a mulher chegam carregados com uma caixa e sacolas de frutas, bolachas, chocolates, refrigerantes e outras guloseimas para o filho dividir com a cela toda. Também deixam remédios, pasta de dentes, repelente contra insetos (a prisão fica em uma área repleta de mata, o que atrai pernilongos) e revistas, que Nardoni pouco lê. Ele prefere ver TV, o que faz praticamente o dia todo.

Ilustração Sandro Castelli

ISOLADO
Ao contrário da maioria dos presos de Tremembé, Nardoni não trabalha e costuma ficar na cama até mais tarde. Quando vai tomar sol, senta-se sozinho na arquibancada ou ao lado do advogado Jerônymo (no desenho, de cabelos grisalhos). A cela em que ele está tem rádio e TV. Toda semana, seu pai a abastece com guloseimas em quantidade suficiente para os cinco presos que dividem o espaço de 6 por 4 metros

A rotina de Anna Carolina na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, a quinze minutos da cadeia de Nardoni, é um pouco mais movimentada. A madrasta de Isabella divide a cela com quatro detentas e trabalha na limpeza e na distribuição de alimentos. Dias antes da sua chegada, a direção da cadeia achou por bem deixar as presas sem ver televisão. Temia que, diante da repercussão do crime, elas reagissem mal à presença da mulher. Ao contrário do marido, Anna Carolina não enfrentou demonstrações barulhentas, mas teve de engolir a frieza de algumas presas que até hoje viram o rosto à sua passagem. Para aumentar as chances de uma estada sem maiores sobressaltos, ela adotou o expediente ao qual costumam recorrer acusados de crimes malvistos na cadeia (tais como estupro, no caso dos homens, e assassinato de crianças, no caso dos homens e mulheres): buscou abrigo na ala dos evangélicos. Nas prisões, os "convertidos", pelo fato de ficarem de fora dos grupos que disputam o poder e de serem considerados "café-com-leite", ganham uma espécie de escudo contra agressões. Anna Carolina passou a freqüentar cultos e a cantar no coral. Chegou a pedir ao pastor da cadeia para ser batizada. O pedido foi negado: o pastor respondeu que era cedo demais. Apesar da sua recém-professada fé evangélica, a madrasta de Isabella, que antes da prisão se dizia católica, gosta de ler autores espíritas, como Chico Xavier e Zibia Gasparetto.

No mês passado, Anna Carolina e Nardoni receberam pela primeira vez a visita dos filhos, Pietro, de 3 anos, e Cauã, de 1. Uma amiga de infância de Anna Carolina contou a VEJA que, a princípio, ela não queria que os meninos fossem vê-la. "Dizia que cadeia não era ambiente para crianças." Mas, à medida que os pedidos de soltura foram sendo negados e a saudade foi aumentando, Anna Carolina mudou de idéia. Seus advogados conseguiram, então, uma decisão judicial autorizando as visitas dos meninos em dias de semana, para poupá-los do assédio da imprensa. Em 29 de outubro, uma quarta-feira, Pietro e Cauã reviram o pai e a mãe pela primeira vez em quase seis meses. "Foi um momento de muita alegria e emoção", disse Alexandre Jatobá, pai de Anna Carolina. Depois de tanto tempo sem ver os pais, Cauã, que vai completar 2 anos em abril, já estava ficando um pouco confuso. Quem conta é Antonio Nardoni, pai de Alexandre: "Ele está perdendo a referência. Às vezes, chama minha filha de mãe e meu genro, de pai. Outras vezes, chama minha mulher de mãe e a mim, de pai". Amigos da família disseram que as crianças, que sempre tiveram um comportamento difícil, estão um tanto agressivas. Segundo eles, os conhecidos dos avós são freqüentemente recebidos com beliscões e, certa vez, até com tapa no rosto.

"CONVERTIDA"
Anna Carolina fez 25 anos no último dia 9. Os pais foram visitá-la e a família comemorou a data com refrigerante e um pequeno bolo de chocolate. Ela, que se dizia católica e costuma ler livros espíritas, afirma ter se convertido à fé evangélica. Divide com quatro seguidoras da religião uma cela menor do que a do marido (4 por 3 metros), também equipada com rádio e TV

Cauã ainda não vai à escola e Pietro mudou de colégio depois da morte de Isabella. Para ficar anônimo, o menino usa um dos sobrenomes menos divulgados da família. Salvo os professores e a direção, ninguém na escola sabe quem são seus pais. De vez em quando, o menino fala da irmã. "Ele acha que a Isabella virou uma estrelinha", conta Alexandre Jatobá. "Às vezes, vai à janela à noite, aponta para o céu e diz: ‘Olha a Isa lá, vovô!’". Como, por ocasião do crime, tanto o pai de Anna Carolina quanto o pai de Nardoni deram entrevistas na TV, eles são freqüentemente reconhecidos – e, por vezes, hostilizados – nas ruas. Por causa disso, os avós quase nunca passeiam com as crianças. Alexandre Nardoni, por seu turno, desperta reações de outro tipo de público na cadeia: os filhos dos presos. A mãe de um detento conta que, ao levar a neta de 6 anos para ver o pai na penitenciária de Tremembé, ouviu da menina o comentário: "Olha, vó, é o homem que jogou a Isabella pela janela!".

A prisão em que está Nardoni reúne um número recorde de "celebridades" do mundo do crime. Estão lá Marcos Valério, o ex-carequinha do mensalão, os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, assassinos confessos dos pais de Suzane von Richthofen, e Mateus da Costa Meira, o estudante que matou três pessoas num cinema em São Paulo. O nome mais recente na galeria dos bandidos tristemente famosos de Tremembé chegou no mês passado: é Lindemberg Alves, o assassino da jovem Eloá Pimentel. A penitenciária de Anna Carolina também tem uma hóspede notória, além dela própria: a ex-estudante Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais. Embora estejam na mesma ala, as duas não são amigas e nem mesmo se falam.

Ao contrário do marido, que, nos domingos de visita, ganha enormes "jumbos" (como os presos chamam os alimentos e provisões trazidos pela família), Anna Carolina recebe de seus pais pacotes bem mais modestos. No último dia 9, por exemplo, quando completou 25 anos, teve de se contentar em comemorar a data com um singelo bolo Pullman, que ela enfeitou com uma mistura de creme de leite e chocolate em pó. O pai de Anna Carolina sempre teve uma vida financeira instável – e uma coleção de pendências com a Justiça. Atualmente, responde a três processos criminais, sendo um por furto de energia, outro por estelionato e um terceiro por importunação ofensiva ao pudor. Pouco depois do crime, com problemas de crédito, Jatobá pediu a uma amiga que lhe "emprestasse" o nome para que pudesse financiar a compra de um carro e, assim, poder visitar mais facilmente a filha na prisão. Condoída com a situação, a amiga aceitou ajudá-lo e hoje está às voltas com cobranças de parcelas atrasadas e um automóvel que não pode ser devolvido porque Jatobá o bateu. Atualmente, ele circula com veículos alugados, embora nem sempre tenha dinheiro para pagar a locação. No último dia 12, depois de conversar com VEJA, pediu à repórter 5 reais para completar o pagamento da diária de 39 reais. Diante da negativa, pendurou a dívida e pediu carona à reportagem.

               Fonte: Site Abril/Veja/UOL



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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

INSTITUTO PELÉ DE CURITIBA

Uma idéia de 3 anos átras e agora começa a dar seus frutos.

Assista este video que foi feito pela RPC do Paraná no noticiário do

Globo Esportes Estadual do dia 20/11/08.

O nosso Rei Pelé deve estar orgulhoso de saber que os seus GOLS agora irá ajudar a muitas crianças com câncer e que muitas seram curadas graças as pesquisas feitas pelo Instituto Pelé do Hospital pequeno Principe de Curitiba.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008



A Revista Veja dessa semana vem com a polêmica saída do Ator Fábio Assunção da novela Negócio da China e, com o próprio Fábio estampado na capa, com seu drama “particular e dos outros” - tentando se livrar do vício da cocaína.

Fábio já estaria em sua terceira internação. A primeira delas teria sido no fim de 2006. Um ano antes, o ator começou a enfrentar problemas pessoais, principalmente depois que se separou de Priscila Borgonovi, mãe de seu filho João, de 5 anos. Antes, no início das gravações de “Celebridade”, em setembro de 2003, Fábio Assunção passou por uma fase saudável, até o cigarro ele estava evitando. Mas não durou muito.

Confira um trecho da matéria nesse link: Veja.abril.com.br


Postagem original:Linksduzão

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domingo, 16 de novembro de 2008

sábado, 15 de novembro de 2008

Onde você guarda o seu racismo?

O VIDEO É DE 2006 MAS NÃO DEIXA DE SER ATUAL

Onde você guarda o seu racismo?

 

Image

Pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo mostrou que grande parte dos brasileiros - 87% - admite que há discriminação racial no país, mas apenas 4% da população se considera racista.

Há racismo sem racistas?

A campanha Onde você guarda o seu racismo? tem o objetivo de provocar uma reflexão individual e, principalmente, conscientizar a população de que a luta contra o preconceito racial é responsabilidade de todos.

Onde você guarda o seu racismo?

Não guarde, jogue fora!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

CRISE ? ONDE ESTÁ ESSA CRISE?

QUEREM QUE POR QUE QUEREM NOS INCLUIR NESTA CRISE.

A crise está lá nos Estados Unidos e parece que querem que nós simples mortais assalariados aqui no Brasil entremos nesta crise que eles criarão.

Que culpa temos nós dos inadimplentes de imóveis americanos, pois dizem que foi dai que começou a tal crise.

Vamos nós deixar de pagarmos as prestações da casa própria para a Caixa Econômica e ver se a Caixa vai falir, é claro que não vai, no Brasil temos milhares de inadimplentes e os Bancos brasileiros continuam lucrando milhões por anos e alguns lucram bilhões por ano. Não acredita? então veja neste link: http://www.feebpr.org.br/lucroban.htm

Sou assalariado e até agora não senti crise nenhu ma no meu bolso ( pelo menos por enquanto) no supermercado por exemplo os preços estão praticamente os mesmos, alguns produtos até subiram um pouquinho mas a maioria se mantem no mesmo patamar antes da "crise" e alguns até baixaram.

Mas só se escuta falar em crise, e querem que nós participemos desta "crise" e nos noticiários só se fala na crise americana e querem nos incluir nesta crise por que?

Desculpem a minha ignorância, mas não consigo entender está "crise", os gringos estão em crise e o dinheiro deles vale mais, será que se o Brasil entrar em crise o nosso dinheiro vai valer mais? Será que se o Brasil entrar em crise as Bolsas de Valores do mundo todo iram quebrar?

Outro dia desses vi no jornal que a venda de veículos caiu, devido a crise; crise esta que eles mesmo criaram, pois aumentaram os juros e diminuiram os prazos e a classe média que estava comprando carros novos a todo vapor, parou de comprar carros. Ai eu pergunto: A culpa é nossa ou deles que aumentaram os juros e diminuiram os prazos? Diminuam os juros e aumentem os prazos pra ver se as vendas de veículos não vai aumentar de novo.

Por isso que eu digo: QUEREM QUE POR QUE QUEREM NOS INCLUIR NA CRISE.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

ORKUT - BOM OU RUIM

Rede de mentiras




O que era para unir agora destrói. Pensado como uma ferramenta para fazer novas amizades e reatar antigas, o Orkut tem provocado separações e turbulências em lares, além de ser terreno fértil para os maiores crimes da internet.

Nas páginas do site da empresa Google, pessoas de todas as faixas etárias, estados civis ou credos ficam expostas à calúnia, prostituição, pedofilia e estímulo ao crime através de contatos com desconhecidos que, muitas vezes, se apresentam com perfis falsos. A permissividade tem preocupado as autoridades.

De acordo com o delegado José de Araújo Filho, da Delegacia de Crimes Praticados Por Meios Eletrônicos de São Paulo, são relatados pelo menos oito crimes desse por dia. “Esse site não protege os usuários, mas sim expõe as pessoas. A primeira coisa a fazer se for vítima é avisar a empresa para que tome as providências”, afirma.

Ele recomenda evitar colocar fotos e informações pessoais no site.
Se houver algum crime como calúnia, ameaça ou difamação, o usuário deve procurar a delegacia mais próxima. “Sempre é possível identificar o criminoso, mas, muitas vezes, a página demora a sair do ar, pois o Google não colabora com a polícia, aí temos que pedir uma intervenção judicial. Em média, demora um ano para ser resolvido”, diz. Os evangélicos também são vítimas deste espaço virtual, atacados com palavrões e ameaças.
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domingo, 9 de novembro de 2008

NÃO DÊ OUVIDOS A CRISE

SENÃO REALMENTE ELA PODE ATINGIR VOCÊ.

Devemos prestar atenção as mensagens que chegam até nós, e algumas vezes ignorá-las se não forem boas.

“Era uma vez um homem que vivia à beira de uma estrada, onde vendia cachorro-quente. Ele não ouvia bem, por isso não tinha rádio. Tinha problemas de visão, por isso não lia jornais.

Mas ele vendia cachorro-quente.

Colocava cartazes na estrada, fazendo propaganda da qualidade de seu produto.

Ficava na beira da estrada e oferecia o seu produto em alta voz, e o povo comprava.

Lentamente foi aumentando as vendas e cada vez mais aumentava a compra de salsicha e de pão.

Comprou um fogão industrial para melhor atender os fregueses.

O negócio prosperava: o homem conseguiu até mesmo enviar seu filho para estudar na capital.

Certo dia, o filho, já formado, retornou para cuidar do pai e viu que as coisas não mudavam naquele lugar.

Em casa, chegou logo dizendo ao pai:

Você não ouve rádio! Nem lê jornais! Há uma crise no mundo. A situação na Europa é terrível e a do Brasil ainda pior. Tudo está indo para o vinagre.

O pai logo pôs-se a refletir: “Meu filho estudou, lê jornais, ouve rádio e só pode estar com a razão.” Então resolveu reduzir as compras de salsicha e de pão. Tirou os cartazes de propaganda e já não anunciava tão alto seu cachorro-quente, abatido que estava pela notícia da crise. As vendas foram caindo, caindo, caindo, até ele fechar o negócio e não conseguir mais vender seu cachorro-quente…

Então o pai finalmente disse ao filho:

- Você estava certo, meu filho. Nós certamente estamos vivendo uma grande crise.”

(Autor desconhecido)

FRASES E PENSAMENTOS SOBRE O SUCESSO

“Sucesso não é perfeição; o sucesso é um pouquinho acima da média.”
Anônimo

“O termômetro do sucesso é meramente a inveja dos descontentes.”
Salvador Dali

“Os homens alcançam sucesso quando eles percebem que seus fracassos são uma preparação para suas vitórias.”
Ralph Waldo Emerson

“Um homem é um sucesso se ele levanta de manhã, vai para a cama à noite, e no meio ele faz o que quer fazer.”
Bob Dylan

“Sucesso significa realizar seus próprios sonhos, cantar sua própria canção, dançar sua própria dança, criar do seu coração e apreciar a jornada, confiando que não importa o que aconteceça, tudo ficará bem. Criar sua própria aventura!”
Elana Lindquist

“Sempre que um indivíduo ou empresa decide que o sucesso já foi alcançado, o progresso para.”
Thomas J. Watson Jr.

“Por trás de toda pessoa bem sucedida existe um monte de anos mal sucedidos.”
Bob Brown

“Algumas pessoas sonham com o sucesso, enquanto outras se levantam e trabalham
duro para isso.”
Anônimo

“Acredite e aja como se fosse impossível fracassar.”
Charles F. Kettering

“As falhas são o combustível do sucesso.”
Ishikawa

“O segredo do sucesso é a constância de propósito.”
Benjamin Disraeli

“O sucesso é construído de 99 por cento de fracasso”.
Soichiro Honda

sábado, 8 de novembro de 2008

Dio come ti amo

MÚSICA TEMA DO FILME "DIO COME TI AMO".
ESTA MUSICA MARCOU ÉPOCA E MARCOU UMA GERAÇÃO.
SE VOCÊ É UMA PESSOA ROMANTICA VAI ADORAR VER ESTE VIDEO E SE TIVER OPORTUNIDADE ASSISTA O FILME.

Gigliola Cinquetti - Non Ho L'età ( do filme )

SE VOCÊ TEM MAIS DE 40 ANOS VAI ADORAR VER ESTE VIDEO.
E PRA VOCÊ QUE NÃO CONHECE, ASSISTA, POIS VALE A PENA, A MÚSICA É LINDA E FAZ PARTE DO FILEM DIO COME TI AMO.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

VOCÊ CONHECE TONY MELENDEZ ?

Se você tem dois braços e vive reclamando da vida; então assista este video e com certeza depois de assistir você vai dar outro valor para a vida.

O VÔO DA RENOVAÇÃO

Tome uma decisão na sua vida e determine a altura do seu vôo.
ASSISTA ESTE VIDEO QUE É UM BOM EXEMPLO PARA NOSSAS VIDAS.

APRESENTAÇÕES EM POWER POINT PARA VOCÊ

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